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Violência no trabalho e saúde mental dos trabalhadores: uma discussão urgente

A violência relacionada ao trabalho já é considerada um problema de saúde pública conforme dados científicos apresentados no site da Revista Scielo – Saúde Pública. Não bastasse a intensa e contínua pressão advinda dos modelos de gerenciamento e organização do trabalho, a categoria ecetista ainda tem que lidar com os frequentes casos de assaltos e sequestros durante a realização de suas atividades laborais. Essas situações têm trazido graves consequências para a saúde mental dos trabalhadores e precisam ser consideradas com extrema atenção pela direção dos Correios e pelo poder público.


Existem pesquisas que comprovam que aqueles que passam por experiências traumáticas no cotidiano de trabalho podem desenvolver transtornos mentais, agudos e crônicos, como, por exemplo, o Transtorno de Estresse Agudo e o Transtorno de Estresse Pós-traumático (TEPT), depressão, síndrome do pânico e outros quadros clínicos caracterizados, sobretudo, pela ansiedade e sofrimento relacionados ao trabalho.


O TEPT é uma das perturbações mais comum entre os trabalhadores que viveram situações de violência e ameaça à vida. Trata-se de um distúrbio cuja relação com o trabalho é inegável. De acordo com o estudo científico “Transtorno por estresse pós-traumático como causa de acidente de trabalho”, publicado pela Revista Brasileira de Medicina do Trabalhado, “O TEPT pode ser classificado como doença relacionada ao trabalho quando o trauma que o desencadeou foi caracterizado como acidente de trabalho, ou seja, ocorreu no ambiente laboral e no horário de expediente, devido a um ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiros ou mesmo por um companheiro de trabalho (...). No Brasil, os dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registram os transtornos mentais como a terceira maior causa de concessão de benefícios previdenciários de auxílio-doença".


Os indivíduos que sofrem com esses tipos de transtornos mentais, em especial o Estresse Pós-traumático, veem suas vidas serem afetadas em todas as esferas. Sintomas de hipervigilância, reações de sobressalto, medo e tensão constantes, lembranças invasivas e pesadelos relacionados ao trauma ocorrem intermitentemente, prejudicando significativamente o desempenho profissional, a qualidade das relações familiares e a vida em geral.

 

 

A importância da prevenção de acidentes de trabalho

 

 

Diante da gravidade dos problemas acima expostos, a prevenção e a implantação de estratégias para enfrentar tais situações devem constituir uma prioridade para a Empresa e gestores. Essas ações podem, inclusive, salvar vidas. Sem isso, os trabalhadores, desamparados, sofrem ainda mais.


A legislação brasileira, no Art. 7º (inciso XXII) da Constituição Federal (1988), obriga as empresas a empreenderem ações com o objetivo de reduzir os riscos inerentes à atividade profissional. A prevenção é uma tarefa inadiável, pois a vida e a saúde dos trabalhadores devem continuar a ser consideradas como valores e direitos fundamentais.

 

A direção da ECT, no entanto, negligência e muitas vezes expõe ainda mais os trabalhadores a situações vexatórias, que são prejudiciais à saúde. Falta amparo e sobra desconfiança por parte da direção da Empresa. A ECT, muitas vezes, individualiza o adoecimento do trabalhador, embora esse seja um problema alarmante e coletivo.

 

Várias são as situações em que os gestores dos Correios sequer querem emitir a CAT (Comunicado de Acidente de Trabalho), mesmo esse sendo um direito do trabalhador. Comumente presta, inclusive, informação inadequada nas CAT’s emitidas, gerando atraso e tirando sua responsabilidade pelas situações ocorridas.

Essa é uma prática generalizada de todos os patrões. Ainda segundo o estudo científico, dos casos do TEPT analisados, “a emissão da CAT foi referida em metade, como causa de acidente de trabalho. Nos outros 50%, a caracterização de acidente de trabalho foi realizada pelo médico no momento do ato pericial”. O aumento na frequência do TEPT ao longo dos anos de 2007 a 2010, conforme a avaliação do estudo, teria explicações “por causa da piora das condições de trabalho, maior exposição dos trabalhadores a fatores estressores e o aumento da violência urbana”.

 

Atento ao aumento da violência relacionada ao trabalho e às condições de todos os trabalhadores ecetistas, o SINTECT-MG vem realizando ações de acolhimento e apoio, bem como a de cobrança junto a ECT/DR/MG para melhorar a segurança e o acolhimento dos trabalhadores vítimas dessas situações. 

 

O SINTECT-MG chama todos os ecetistas a se juntarem para vencermos essa batalha! Exija a sua CAT, denuncie ao Sindicato as situações de assalto e violência do trabalho.

 

Melhores condições de segurança no trabalho JÁ!

 

Não à privatização dos Correios!