
A direção dos Correios tenta vender como “modernização” aquilo que, na prática, significa mais exploração, mais sobrecarga e mais adoecimento. A retomada do SD, já chamado pela categoria de “SD da Morte”, representa um grave retrocesso e um ataque direto à saúde dos trabalhadores e trabalhadoras.
Não há nada de moderno em ampliar distritos, aumentar percursos e impor metas baseadas em planilhas frias. O que existe é intensificação do trabalho, ignorando as reais condições físicas, o desgaste mental, as diferenças entre territórios, o peso crescente das encomendas e as condições climáticas enfrentadas diariamente.
O SD não mede cansaço. Não mede dor. Não mede adoecimento. Mas impõe mais quilômetros, mais objetos e menos tempo para cumprir tarefas.
Ao ampliar rotas e distritos, a empresa tenta extrair mais produtividade com menos trabalhadores, aprofundando a precarização e aumentando afastamentos por doença. É uma lógica perversa: mais carga de trabalho, mais estresse, mais lesões e menos qualidade de vida. Depois, os próprios índices de adoecimento são usados para justificar novas reestruturações.
Se a empresa fala em reorganização, que comece pelo respeito. Qualquer mudança precisa garantir participação efetiva dos trabalhadores, transparência nos critérios e avaliação real das condições de trabalho. Nenhuma ferramenta pode substituir a experiência de quem conhece cada rua e cada realidade.
O que está em jogo não é apenas um sistema. É a saúde da categoria, a segurança nas ruas e a dignidade de quem sustenta o serviço postal brasileiro.
O SINTECT-MG seguirá denunciando e combatendo qualquer tentativa de impor o SD da Morte à categoria.
Modernizar não é explorar.
Dimensionar não é adoecer.